Diante da grande expectativa da sangria (ou transbordamento) do Açude Marechal Dutra "o Gargalheiras", faço a seguinte indagação: é pra festejar? Lamentar? Procurar resolver os problemas de abastecimento de água? Verificar se a potabilidade existe? Embora muitos não saibam e nem procuram saber, tem-se hoje um índice muito grande de poluição neste reservatório, que tanto tem sustentado a vida de duas cidades, socorrendo-as em tempos mais secos. Essa problemática pode ser verificada através da cor da sua água, do cheiro, do sabor e de vários outros fatores que nem sempre é visto ou sentido pelos seres humanos, mas que tanto os animais quanto as plantas sentem. Quando temos grande concentração de nutrientes na água e, a partir desse fato temos um aumento excessivo das microalgas em virtude do consumo desses nutrientes, a esse fenômeno denominamos eutrofização, ou seja, isso se dá pelos resíduos produzidos a partir das atividades humanas (efluentes domésticos, industriais e agrícolas). Que pela sua riqueza em matéria orgânica predispõe a proliferação dos agentes causadores da eutrofização. Só um aviso! É bom a população começar a cobrar dos órgãos competentes! Porque se não, qualquer dia desses estaremos sem um pingo de água potável para nossas atividades.
Sou estudante de Ciências Biológicas na UFRN, pólo Currais Novos, espero me formar para aprender e ensinar nas escolas públicas do nosso estado e cidade, contribuindo assim com toda comunidade norteriograndense.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Quatro alternativas sustentáveis para o asfalto nas cidades.
1ª Alternativa...
Ecopavimento, asfalto-borracha, "noxer" e asfalto permeável são alternativas para melhorar a qualidade da pavimentação e asfalto nos centros urbanos. Listamos abaixo quatro tecnologias que, além de serem infraestruturas fundamentais para o fluxo do trânsito nas cidades, garantem soluções ambientais e sociais, como drenagem da água da chuva e diminuição de ruído dos carros.
Ecopavimento
O ecopavimento é uma tecnologia que traz permeabilidade ao asfalto. Para evitar enchentes, que ocorrem pela falta de permeabilidade do asfalto (de 10% a 15% do solo é permeável nos asfaltos tradicionais) para receber as águas das chuvas, o ecopavimento "drena até 90% da água", de acordo com o diretor da Ecotelhado, Paulo Renato Guimarães.
A tecnologia não substitui os asfaltos em estradas ou pistas de maior velocidade, sendo utilizada em acostamentos, calçadas, trilhas, estacionamentos, pavimento interno de condomínios ou empresas.
Segundo a empresa produtora, a Ecotelhado, o processo que retém também parte do calor urbano passa primeiro pelo nivelamento do solo e depois se inicia a instalação das grelhas alveolares, que são feitas de plásticos reciclados. Essas grelhas deixam a drenagem homogênea em época das chuvas, extinguindo a formação de sulcos, poças e barro nas vias.
A cobertura final do ecopavimento pode ser brita, areia, grama ou brita de borracha feita com pneus reciclados.
fonte: Portal Eco D
2ª Alternativa...
Noxer
O óxido de titânio noxer é capaz de absorver fumaça dos tubos de descargas dos automóveis. Auxiliado pela luz do sol, o noxer trabalha como um fotocatalizador para reter os óxidos de nitrogênio, tão nocivos aos seres humanos.
Através dessa característica é que, primeiramente em Osaka, no Japão, em 1997, blocos de noxer começaram a pavimentar as cidades. Depois da experiência japonesa, Londres, Paris, Milão e Madri já experimentaram a tecnologia.
Como você viu aqui no EcoD, os cientistas apontaram que o noxer pode absorver até 90% das impurezas dos automóveis em dias de sol forte. Em dias nublados, esse percentual cai para 70%.
O funcionamento dos blocos de noxer se dá pela aplicação dele sobre o asfalto tradicional. Após chuvas ou lavagens, os gases captados pelo noxer vão para o esgoto e não sobem para a atmosfera, evitando a intensificação do efeito estufa.
fonte: Portal Eco D
fonte: Portal Eco D
3ª Alternativa...
Asfalto-borracha
No final do mês de abril, o deputado estadual Eures Ribeiro (PV) propôs que a Bahia utilizasse uma composição asfáltica desenvolvida com pneus descartados nas obras de recapeamento das rodovias baianas. O deputado levantou a questão de que, no Brasil, são descartados mais de 40 milhões de pneus e que 20% do pó da borracha deles poderiam ajudar na permeabilização e durabilidade do asfalto no estado.
De fato, o asfalto de borracha já é utilizado em alguns estados brasileiros como no Rio de Janeiro e em São Paulo, e segundo pesquisa da UnB( Universidade de Brasília), o processo é eficaz.
A cobertura é 16 vezes mais resistente do que a usada tradicionalmente porque a borracha é mais elástica e demora mais a entrar no processo de fadiga. Ela também é mais segura, e sua permeabilidade a água (a borracha cria mais poros no asfalto) evita a aquaplanagem e acidentes com veículos.
Além disso, os pesquisadores afirmaram que o asfalto borracha tende a ajudar na destinação dos pneus que não podem ser mais reutilizados. Apesar dos benefícios, o sistema ainda é caro, custa R$ 130 mil contra R$ 90 mil dos pavimentos tradicionais.
fonte: Portal Eco D
4ª Alternativa...
Asfalto permeável (CPA)
Pesquisadores da USP lançaram uma alternativa para a utilização de um asfalto mais "verde". Eles implementaram uma camada porosa de asfalto (CPA) em parte de um estacionamento da instituição para testar a capacidade do projeto em ser utilizado nas cidades.
Assim como o ecopavimento, o trabalho dos pesquisadores desenvolveu um asfalto em camadas. A parte superficial é composta de pedras ligadas ao asfalto.
Mais internamente, aparece uma camada grossa com pedras grandes, que abrem espaços de 25% na camada, para que a água, vazada das pequenas pedras, fique armazenada. Após algumas horas, a água da chuva é sugada por um sistema de drenagem e vai para as galerias pluviais. O problema desse sistema é que ainda custa cerca de 25% a mais do que o asfalto tradicional.
fonte: Portal Eco D
fonte: Portal Eco D
terça-feira, 17 de maio de 2011
O que as marcas nas unhas dizem sobre sua saúde?
Coração, pulmão, fígado: olhar as mãos é praticamente um check-up
(foto meramente ilustrativa)
Doenças se manifestam da raiz do cabelo à ponta dos pés, mas as unhas são particularmente boas para delatar alterações na saúde. Isso acontece porque produzir unhas saudáveis é uma tarefa complexa e delicada. Se faltar algum zinco, ferro, cobre, água, entre outros, a matriz ungueal, responsável pelo seu crescimento, entrega um trabalho malfeito. Isso sem falar em agentes externos: unhas amareladas, por exemplo, podem ser sinal de fungos que aproveitaram uma imunidade baixa. Por isso, dermatologistas recomendam o auto exame das unhas. se não estiver rosa e com a lúnula (a popular "meia lua") bem branquinha, não precisa roê-las, mas marque uma consulta.
NA PONTA DOS DEDOS.
Saiba como as unhas são alteradas por algumas doenças.
1) Amareladas:
No caso de fumantes, o amarelo vem da impregnação da nicotina liberada principalmente sobre as unhas dos dedos médio e indicador. Além disso, baixa imunidade atrai fungos, como a cândida, que também pode deixar as unhas amareladas.
2) Azuladas:
Enfisema, bronquite, asma e outras doenças pulmonares dificultam a tarefa de distribuir o oxigênio para o corpo. quando isso acontece, o sangue chega a alguns órgãos e tecidos já desoxigenados, ou seja, mais azulado, o que se reflete nos vasos sanguíneos das unhas.
3) Vermelhas:
Causadas por problemas de circulação ou endocardite bacteriana. Neste caso, o endocárdio (membrana que reveste o coração) é invadido por bactérias que se multiplicam e migram para outras partes do corpo, como as unhas.
4) Manchas brancas:
É sinal de deficiência alimentar, que além disso provoca unhas secas, deformadas e quebradiças.
5) Esbranquiçadas:
Típicas de quem sofre de doenças do fígado, como cirrose. Com a queda da taxa de albumina, substância proteica fabricada no fígado e liberada no sangue, a lúnula cresce, dando à unha um aspecto opaco.
fonte: Super maio 2011
texto: André Bernado
terça-feira, 3 de maio de 2011
Dia 03/05: Dia do Pau-Brasil, nossa árvore nacional.
Alvo de muita exploração no passado, hoje em dia ela é preservada
Jardim Botânico, São Paulo
Hoje é dia da árvore que originou o nome do nosso país: o pau-brasil. Pertencente à espécie Caesalpinia echinata lam (espinhos) essa é uma árvore leguminosa, nativa da Mata Atlântica do Brasil e que é considerada um ícone e uma herança da nossa época colonial.
Alcançando até 15 metros de altura, seu tronco é reto, com casca da cor cinza-escuro e coberto de acúleos (espécie de pelo enrijecido para proteger a superfície da planta, sobretudo o caule). Suas folhas são bipenadas (como se fossem penas), de coloração verde brilhante. As flores possuem quatro pétalas amarelas e uma menor vermelha, todas muito aromáticas. A floração ocorre do final do mês de setembro até meados de outubro. Os frutos, que são bastante apetitosos para os pássaros, são cobertos por longos e afiados espinhos que os protegem desses animais.
Sua maturação ocorre entre os meses de novembro e janeiro e neles há de uma a cinco sementes de cor marrom.
Segundo alguns historiadores, o pau-brasil foi a primeira atividade econômica dos colonos portugueses quando recém chegaram à Terra de Santa Cruz (nome dado ao Brasil logo após seu descobrimento), no século XVI. A árvore possui uma essência corante em sua madeira que servia como tintura em manufaturas de tecidos de alto luxo da corte portuguesa.
De coloração avermelhada, essa resina era utilizada pela indústria têxtil europeia como uma alternativa aos corantes de origem terrosa, dando assim aos tecidos uma cor de qualidade superior. Antes disso, Portugal adquiria esta mesma substância, com os mesmos fins, de uma árvore asiática cujo nome era Brazil. Por ela ser bastante escassa, os portugueses se encantaram com a abundância do pau-brasil e, em poucos anos, o tornaram alvo de muita exploração, lucro, comércio e contrabando.
Flôr do Pau-Brasil
Utilizado na época também pela marcenaria (até os dias de hoje, em confecção de arcos para violino e móveis finos) e pelos índios (na produção de seus arcos e flechas e na pintura de enfeites), criou-se uma demanda enorme desta árvore no mercado, resultando em uma rápida e devastadora "caça" ao pau-brasil nas matas brasileiras.
Em pouco menos de um século, já não havia mais árvores suficientes para suprir a demanda, e a atividade econômica foi deixada de lado.
O fim da caça ao pau-brasil não livrou a espécie do perigo de extinção. As atividades econômicas subsequentes, como o cultivo da cana-de-açúcar e do café, além do crescimento populacional, estiveram aliadas ao desmatamento da faixa litorânea, o que restringiu drasticamente o habitat natural desta espécie.
Para que esta árvore, tão importante para a nossa história, não se torne desconhecida, o Jardim Botânico de São Paulo implantou, em 1979, um “bosque de pau-brasil”, na intenção de preservá-lo para que mais brasileiros conheçam esta espécie. Porém, é no município de Pernambucano, São Lourenço da Mata, que existe a maior reserva nativa da espécie. Denominada Tapacurá, ela possui aproximadamente 100 mil pés de pau-brasil.
Por ser considerada incorruptível – já que não apodrece e nem pode ser atacada por inseto -, atualmente, a madeira do pau-brasil pode ser, talvez, a mais valiosa do mundo. Para lembrar a sua importância, em 1924, Oswald de Andrade fez um manifesto sobre a nova poesia brasileira, intitulado "Manifesto da Poesia Pau-Brasil".
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