quinta-feira, 28 de abril de 2011

POLUIÇÃO SONORA

Quando e como ocorre 
     A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição, causa vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas.

     O ruído é o que mais colabora para a existência da poluição sonora. Ele é provocado pelo som excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, etc. Estes ruídos provocam efeitos negativos para o sistema auditivo das pessoas, além de provocar alterações comportamentais e orgânicas.

    A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar em até 50 db (decibéis – unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 db, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados.

Efeitos negativos da poluição sonora na saúde dos seres humanos:

 
· Insonia (dificuldade de dormir);
· Estresse
· Depressão
· Perda de audição
· Agressividade
· Perda de atenção e concentração
· Perda de memória
· Dores de Cabeça
· Aumento da pressão arterial
· Cansaço
· Gastrite e úlcera
· Queda de rendimento escolar e no trabalho
· Surdez (em casos de exposição à níveis altíssimos de ruído)

Recomendações importantes:
 
     Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante: evitar locais com muito barulho; escutar música num volume de baixo para médio; não ficar sem protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído; escutar walk man ou mp3 player num volume baixo, não gritar em locais fechados, evitar locais com aglomeração de pessoas conversando, ficar longe das caixas acústicas nos shows de rock e fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento.

FONTE:  suapesquisa.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rafflesia: a maior flor do mundo

Conhecida também pelo mau cheiro que emite na hora da reprodução

 


     Da família das Rafflesiáceas, a Rafflesia é uma planta parasita encontrada em florestas das regiões da Indonésia, Malásia, Tailândia e Filipinas. Ela vive presa ao caule ou raízes das árvores que habitam essas reservas.
    Suas raízes, transformadas em filamentos endófitos, penetram profundamente nos tecidos do caule e raiz da planta hospedeira, extraindo os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Essas flores podem demorar até 10 meses para atingir a maturação, permanecendo aberta somente por algumas horas ou dias.
     Sendo compostas apenas por flores, elas são consideradas as maiores do mundo. A Rafflesia hasselt e a Rafflesia arnoldii, ambas adultas, podem chegar a medir 60 e 106 cm e pesar 7 e 10 kg, respectivamente. A menor das espécies – Manillana – é capaz de produzir flores com mais de 20 centímetros de diâmetro. Seu formato é circular e elas possuem cinco pétalas. Podem ser encontradas nas cores rosa ou vermelho com manchas brancas.
     Outra curiosidade sobre esta planta, além do seu tamanho, é o forte odor que elas emitem para se reproduzirem. Através dele, os insetos responsáveis pela polinização se sentem atraídos. Esse cheiro, que pode ser comparado com o de uma carne em decomposição, fez com que os habitantes locais passassem a chamá-la de Corpse flower (Flor cadáver) ou Meat flower (Flor-carne).
     Uma das espécies dessa planta, a Rafflesia arnoldii, é a que produz a maior de todas as flores conhecidas. Ela foi descoberta em 1818 em uma floresta tropical úmida, da Indonésia, por um guia local.

Fonte: canal azul IG

domingo, 17 de abril de 2011

CÂNCER SURGIU A 1 BILHÃO DE ANOS

Novo estudo sugere que doença se originou em formas de vida pré-históricas


     Cada vez mais gente tem câncer - segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o numero de casos vai crescer 50% até o final da década. Consequência do estilo de vida moderno. Mas um novo estudo sugere que o câncer, na verdade, pode ter origens remotas - em criaturas muito antigas, os metazóarios, que existiram hà aproximadamente 1 bilhão de anos.
     Naquela época, as formas de vida mais sofisticadas eram meros agrupamentos de células, praticamente iguais e com o único objetivo de se reproduzir a qualquer custo. Esse comportamento é extremamente parecido com o dos tumores - cujas células apresentam pouca diferenciação de funções e se multiplicam de forma descontrolada. Os cientistas acreditam que , como o ser humano evoluiu a partir dos metazoários, o câncer é provocado por residuos de DNA deles: fragmentos genéticos de 1 bilhão de anos atrás, que estão dentro das nossas células - e voltam à vida na forma de tumor. "O aparecimentos de tumores no corpo é uma manifestação de metazoário que existe dentro de nós", diz o estudo, assinado por Paul Davis e Charles Lineweaver, da Universidade do Arizona e da Universidade Nacional da Austrália. A má notícia é que, se existe hà 1 bilhão de anos, o câncer teve tempo para desenvolver táticas de sobrevivência. "Ele tem muitas habilidades, que não podem ser explicadassomente por sua eventual evolução dentro do corpo [ do paciente]", diz Lineweaver. A boa notícia é que, desvendando a origem dos tumores, será possível enfrenta-los melhor. "Conhecendo as armas do inimigo, a batalha fica muito mais fácil".

Fonte: Super Nova abril 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

E AGORA?



Pinguins naturais do lado oeste da Antártida estão em declínio devido à falta de acesso ao krill, um micro crustáceo parecido com o camarão, que constitui a principal fonte de alimento da espécie.

É o que revela um estudo recém-divulgado da entidade de pesquisa americana Nationaly Academy of Sciences.

Após terem acompanhado dados sobre os pinguins nos últimos 30 anos, pesquisadores disseram que números do pinguim Adelie e do pinguim de Chinstrap, naturais da região, vêm caindo desde 1986.

O aquecimento das águas, a redução da camada de gelo e um aumento nas populações de baleias e focas estão entre os motivos citados para a redução do krilll.

O krill da Antártida (Euphausia superba) é um animal de em média seis centímetros, e é considerado uma das espécies mais abundantes do planeta, encontrado em locais com densidade de até 30 mil espécies por metros cúbico de água.

Ele é também uma das espécies-chave dos ecossistemas encontrados na Antártida e em suas imediações, por ser o principal alimento de todos os animais vertebrados da região, entre eles o pinguim de Chinstrap e o Adelie.

No documento, a equipe de pesquisadores disse que uma série de fatores contribuíram para as mudanças na região.

"A província ocidental da Antártida e o Mar da Escócia contam com abundantes formas de vida, muitas das quais foram quase dizimadas por humanos'', afirma o documento.

''A região é também uma das que mais vêm aquecendo no planeta, com aumentos registrados de 5 a 6 graus mesmo durante o auge do inverno e com declínios na camada de gelo característica da região.'' Os cientistas chegaram à conclusão também de que as mais recentes descobertas põem em cheque conceitos científicos antigos, como o de que a redução na camada de gelo havia levado a um declínio de espécies ''amantes de gelo'' com o declínio de seus habitats invernais, mas que populações que ''avessas ao gelo'' teriam registrado aumento.

Os especialistas argumentam que as descobertas mostraram que desde a década de 80 houve um amento tanto dos Adelies amantes de gelo (Pygoscelis adeliae) como dos avessos ao gelo Chinstraps (Pygoscelis antarctica). As populações de ambas as espécies teriam sofrido reduções de até 50%. Como resultado, os pesquisadores agora defendem uma hipótese ''mais sólida'', de que as populações de pinguins estão ligadas à abudância da sua principal fonte de alimento, o krill.

''Relacionar tendências de abundância de pinguins com tendências de biomassa de krill explica o porquê das populações de Adelies e chinstraps terem aumentado após seus competidores (focas, baleias de barbatanas e alguns peixes) terem sido quase extintos nos séculos 19 e 20, e atualmente estão diminuindo em relação à mudança climáticas'', afirma o documento.

De acordo com o documento, a crescente competição com populações de baleia e de focas por alimento, por um lado, e as mudanças climáticas, por outro, tem contribuído para uma considerável redução no número do cardume de krill.

Os cientistas acreditam que se o aquecimento global prosseguir, o quadro deverá se agravar ainda mais. 


fonte: BBC Brasil

domingo, 10 de abril de 2011

Falando um Pouco de Amor...




Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade

É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luiz Vaz de Camões

Educação Ambiental




A Educação Ambiental pode ser vista de uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais. Sob uma visão multidisciplinar, deve incorporar fortemente a proposta de construção de sociedades sustentáveis, procurando despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do ambiente e não o centro de tudo. 

Podemos criar atividades de Educação Ambiental tanto no ambiente da escola (educação formal), como também usar outros meios de comunicação (educação informal). Independentemente do veículo ou caminho usado, cada vez mais o repasse de informações deve gerar um sistema dinâmico e abrangente, responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade.

Uma das modalidades mais eficientes é resgatar o contato da criança com a terra e seus proventos, usando espaços naturais das áreas verdes como vetores deste processo. Trabalhar em uma pequena horta, por exemplo, pode integrar ao cotidiano das crianças as rotinas de plantio, cuidado com as plantas, controle natural de pragas entre outros temas. Ao lidar com os animais associados às plantas, é possível ampliar a gama de conhecimento sobre os animais, seus comportamentos, formas e cores. Ao integrar esses conhecimentos, pode-se estimular o respeito e gerar um caráter integrador da criança para com a visão ambiental.

Em um mundo cada vez mais urbanizado, a população está envolvida com as novas tecnologias e distante do mundo natural. Perde-se dessa maneira a relação natural que tínhamos com a terra, a fauna, a flora, além do contato com culturas diferentes da nossa. Os cenários urbanos, como os ambientes de Shopping Center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza têm poucos pontos de referência na sociedade moderna.

A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir diferentes tipos de cidadãos, por meio de um processo educativo permanente e que procura disseminar uma visão crítica sobre a temática ambiental.

O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais. Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.

Dentro desse contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.

A educação ambiental enfatiza as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. Foca também no dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.

Água e Clima


Setenta por cento do corpo de um homem adulto é constituído de água. Da mesma forma, setenta por cento do nosso planeta é formado por água. Contudo, somente 3% desta água é própria para o consumo humano. Além de pequena, esta porcentagem está ameaçada, o que despertou a preocupação das autoridades em todo o mundo, levando à instituição, pela Organização das Nações Unidas (ONU), do Dia Mundial da Água – dia 22 de março – a partir de 1993. 

A contaminação da água compromete todas as formas de vida, sendo que, segundo relatório da ONU (2010), mais pessoas morrem devido ä poluição e contaminação da água do que todas as formas de violência juntas, incluindo as guerras. Um sexto da população mundial não tem acesso à água potável. Por dia, mais de seis mil crianças morrem por contato com água poluída e mais da metade dos leitos hospitalares do mundo é ocupado por pessoas com doenças relacionadas com a água contaminada (ONU, 2010).

A poluição e a contaminação da água são fatos irrefutáveis. Nossa missão é encontrar meios para reverter e minimizar esses processos. Isto implica em comprometimento dos governos, com a criação de Leis e o fomento à Pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias que tornem exeqüíveis esses meios. 

Além disso, é premente o envolvimento da sociedade, com a mudança de hábitos e padrões de consumo. Cada brasileiro consome, em média, 300 litros de água por dia, enquanto apenas metade disso seria suficiente para suprir todas as suas necessidades. Mantendo-se os padrões mundiais de consumo, até 2025, duas em cada três pessoas sofrerão de escassez moderada ou grave de água (ONU, 2010).